Marcelo Freixo segue na luta contra as milícias

Marcelo Freixo segue na luta contra as milícias

A Anistia Internacional iniciou campanha em defesa da vida e da segurança do deputado estadual pelo PSOL/RJ Marcelo Freixo e seu assessor Vinícius George, por conta das ameaças que ambos vêm sofrendo em razão da luta contra a ação das milícias fluminenses.

Investigações deflagradas posteriormente à CPI das Milícias descobriram planos das milícias para assassinar os dois.

A CPI funcionou no segundo semestre do ano passado na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e teve grande repercussão por desnudar a ação de policiais, bombeiros e agentes penitenciários – da ativa e afas tados – que oprimem e exploram territórios por meio da coação e da violência física. O relatório final da comissão apontou também o enraizamento dessas organizações criminosas no Estado.

Desde a instalação da CPI, em junho de 2008, Freixo – que presidiu a comissão – e pessoas que atuam com ele, correm risco de vida, assim como outras autoridades e, especialmente, a população submetida à ação desses grupos criminosos nos territórios [comunidades carentes] no Estado do Rio de Janeiro.

Em nota, Marcelo Freixo ressalta a importância de que a mobilização para denunciar a tentativa das milícias de assassinar quem as enfrenta deve estar vinculada à exigência dos governos federais e estaduais enfrentarem efetivamente essas organizações criminosas, “atingindo, sobretudo, o nervo central de sua sustentação: suas atividades econômicas, além de seus braços armados e políticos” – afirma o documento.

O mandato do deputado estadual Raul Marcelo e a bancada do PSOL na ALESP dão publicidade à campanha da Anistia Internacional, na perspectiva de potencializar a luta em defesa dos direitos humanos e do direito à vida das populações pobres do Rio de Janeiro. O crescimento de organizações como as milícias fluminenses é produto de uma política de segurança pública baseada em uma lógica de confronto, cuja justificativa patrimonialista tem como verdadeira face o processo de criminalização da pobreza.